O governo da França determinou o envio do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle (R91) para o Mar Mediterrâneo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. A decisão foi anunciada pelo presidente Emmanuel Macron como parte de uma estratégia para reforçar a presença militar europeia na região e apoiar aliados ocidentais.
Antes da ordem de deslocamento, a embarcação participava de exercícios militares no Mar Báltico. Segundo autoridades francesas, o envio também busca ampliar a cooperação com forças dos Estados Unidos e de Israel, diante do cenário de tensão envolvendo o Irã.
O Charles de Gaulle é o maior navio de guerra da marinha francesa e o único porta-aviões nuclear em operação na Europa. Com cerca de 261 metros de comprimento, pode transportar mais de 30 aeronaves, incluindo caças Dassault Rafale M, aviões de alerta aéreo e helicópteros militares.
Impulsionado por dois reatores nucleares, o navio pode permanecer em missão por meses sem reabastecimento convencional, funcionando como uma base militar flutuante capaz de lançar operações aéreas e coordenar forças navais.
Analistas avaliam que o envio do porta-aviões reforça o papel da França nas alianças militares ocidentais e sinaliza a intenção do país de manter presença ativa em regiões estratégicas em momentos de tensão internacional.